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Quais são os tratamentos para Recessão gengival?

Data

  • 01.12.25

A retração da gengiva pode comprometer a estética e a saúde bucal, mas os avanços da Odontologia regenerativa permitem restaurar o tecido e proteger o dente.

O que é a recessão gengival?

A recessão gengival ocorre quando a gengiva se retrai e expõe parte da raiz do dente.
Além de causar sensibilidade e desconforto, ela é um sinal de perda de suporte gengival e ósseo, podendo evoluir para mobilidade e até perda dentária se não tratada.

As causas mais comuns incluem:

  • Escovação traumática;
  • Bruxismo e apertamento dental;
  • Inflamação periodontal;
  • Xerostomia (boca seca);
  • Doença do refluxo gastroesofágico (erosão ácida).


A importância do diagnóstico preciso

Cada tipo de recessão exige uma abordagem diferente.
Por isso, o primeiro passo é avaliar a causa e a profundidade da retração.
O diagnóstico inclui:

  • Análise clínica e radiográfica do nível ósseo;
  • Avaliação do biotipo gengival;
  • Avaliação oclusal (forças mastigatórias e bruxismo);
  • Investigação de hábitos e doenças sistêmicas associadas.

Tratar apenas o sintoma (como a sensibilidade) sem corrigir a causa é o principal erro — e pode agravar as perdas gengival e óssea.


Tratamentos mais eficazes para a recessão gengival

A odontologia moderna oferece protocolos regenerativos com excelentes resultados clínicos e estéticos.
A escolha depende da causa, profundidade e localização da recessão, mas os principais são:

1️⃣ Enxerto de tecido conjuntivo subepitelial

Padrão-ouro em cobertura radicular.    

Esse procedimento utiliza tecido retirado do próprio palato (céu da boca) ou de matriz colágena biológica.
O enxerto é reposicionado sobre a raiz exposta e coberto pela gengiva, promovendo:

  • Reposição da margem gengival;
  • Aumento da espessura e resistência do tecido;
  • Reconexão biológica estável.

Estudos controlados e revisões sistemáticas (Cochrane, Cairo et al., J Clin Periodontol, 2014) apontam taxa média de sucesso acima de 90% em casos bem indicados.

2️⃣ Enxerto com matriz dérmica

Alternativa segura e estética ao enxerto autógeno.

Utiliza tecido sintético tratado e esterilizado, evitando a necessidade de remoção de tecido do palato. É indicado para:

  • Pacientes com múltiplas recessões;
  • Casos onde se deseja menor morbidade e tempo cirúrgico.

Evidências mostram resultados clínicos e estéticos comparáveis ao enxerto de conjuntivo, com menor desconforto pós-operatório.

3️⃣ Técnicas de reposicionamento coronal da gengiva

Procedimento minimamente invasivo, ideal para retrações leves e biotipos gengivais espessos.

A gengiva é deslocada em direção à coroa do dente, cobrindo a área exposta. Pode ser combinada a enxertos ou materiais regenerativos. Os resultados previsíveis quando há tecido gengival suficiente.

4️⃣ Tratamento de suporte: controle da causa

Mesmo o melhor enxerto pode falhar se a causa não for controlada.
Por isso, o plano deve incluir:

  • Ajuste de escovação com escovas ultramacias e técnicas atraumáticas;
  • Terapia oclusal e placa estabilizadora em casos de bruxismo;
  • Controle de inflamação periodontal com raspagem e polimento;
  • Tratamento do refluxo e correção de hábitos alimentares ácidos;
  • Atenção à ansiedade e à xerostomia, com suporte médico e psicológico.

O sucesso está na combinação entre regeneração e prevenção.

O que a ciência mostra sobre regeneração gengival?

A literatura atual comprova que a cobertura radicular completa é possível em mais de 70% dos casos, especialmente quando o tratamento é precoce.
O tecido regenerado apresenta nova adesão de colágeno e aumento da vascularização, o que melhora a resistência e reduz a chance de novas retrações.

Pesquisas (Tonetti & Cortellini, 2018; Chambrone et al., 2018) reforçam que a cirurgia mucogengival associada a biomateriais e fatores de crescimento (PRF) aumenta a previsibilidade dos resultados.

💬 O olhar AIRA

Na AIRA, entendemos a recessão gengival como um marcador precoce de desequilíbrio na saúde oral e sistêmica.
Nosso protocolo integra:

  • Diagnóstico digital e clínico do periodonto;
  • Planejamento regenerativo personalizado;
  • Técnicas minimamente invasivas e biomateriais de alta biocompatibilidade;
  • Acompanhamento multidisciplinar (periodontista + controle oclusal + suporte médico).

Tratar a gengiva é restaurar saúde, função e equilíbrio — porque a saúde começa pela boca.

Conclusão

A recessão gengival tem tratamento — e os resultados podem ser excelentes quando o diagnóstico é precoce e o protocolo é individualizado.
Mais do que recuperar estética, o objetivo é reconstruir a base que sustenta o sorriso e proteger os dentes por toda a vida.

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